
Ontem, dia 26 de Agosto, apenas houve missa em honra de S. Roque, pelas 9h00, na Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Negros, seguindo-se a procissão até à praia de Cidade Velha, onde se procedeu à bênção da frota e do mar e a eleição do bote melhor engalanado.
Deste modo, a Câmara Municipal da Ribeira Grande de Santiago, associando-se a diversas organizações da sociedade civil – merecendo neste caso especial relevo a Associação de Pescadores e Peixeiras de Cidade Velha -, esforça-se por dar destaque às tradições que integram a cultura popular, trazendo-as para o plano que se justifica. Esta política é prática a que a Câmara Municipal se empenha em dar grande atenção.
Concluem-se, assim, as festas de S. Roque que, este ano, foram limitadas pela crise internacional que também nos afeta e cuja preparação esteve condicionada pelas vicissitudes inerentes ao período eleitoral que vivemos. Apesar disso, as celebrações foram condignas, tendentes a fazerem parte do calendário festivo do Berço da Nação.
Recorde-se que S. Roque, que se celebra neste período, sendo o padroeiro dos inválidos e um curador de pragas, em Cabo Verde ganhou honras de ligação aos temas marítimos, mercê da lenda que refere que uma nau, no séc. XVIII (1620), transportando uma imagem do Santo gaulês - falecido em Montpellier, França, a 16 de Agosto de 1327 -, se salvou de um naufrágio que fez soçobrar outros dois navios, graças à invocação de S. Roque, em homenagem do qual foi mandado erguer um templo em S. Sebastião.